NR-1 2025: O que sua empresa precisa fazer agora para evitar multas e cuidar das pessoas

A atualização da NR-1, que entrou em vigor em 2025, trouxe algo que muitas empresas ainda não compreenderam: pela primeira vez, o gerenciamento de riscos psicossociais passou a ser obrigação legal. Não é mais papo de RH progressista — é compliance.

O que mudou na NR-1?

A Norma Regulamentadora nº 1, que trata das Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, foi atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para incluir de forma explícita os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas.

Isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, assédio moral, conflitos interpessoais, jornadas excessivas e falta de autonomia passam a ser obrigatoriamente mapeados, avaliados e tratados — da mesma forma que riscos físicos, químicos e biológicos.

📋 Em resumo: se sua empresa não mapear e não tiver um plano de ação para os riscos psicossociais, está sujeita a autuações, multas e embargos — além de processos trabalhistas com alegação de dano existencial.

Quais empresas precisam se adequar?

Todas as empresas que possuem empregados com registro em carteira (CLT) precisam se adequar, independentemente do porte. A legislação não distingue entre micro, pequena, média ou grande empresa.

Na prática, empresas com mais de 20 funcionários precisam de atenção redobrada, pois estão mais sujeitas à fiscalização rotineira da Auditoria-Fiscal do Trabalho.

O que é risco psicossocial, na prática?

Risco psicossocial é qualquer aspecto da organização do trabalho que pode causar dano à saúde mental dos trabalhadores. Não é só burnout — é muito mais amplo:

💡 Ponto de atenção

O home office e o trabalho híbrido criaram novos riscos que precisam ser mapeados separadamente — como o isolamento social, a dificuldade em estabelecer limites e a dependência tecnológica.

Como implementar o PGR com foco em riscos psicossociais

A implementação segue a mesma lógica do PGR já existente, com etapas bem definidas:

1
Diagnóstico organizacional

Identificação de todos os fatores de risco psicossocial presentes nas diferentes funções, equipes e contextos de trabalho da empresa.

2
Aplicação de instrumentos validados

Uso de questionários e escalas científicas para avaliar a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho.

3
Elaboração do Plano de Ação

Definição de medidas preventivas e corretivas com responsáveis, prazos e indicadores de acompanhamento.

4
Documentação e registro

Formalização de tudo no PGR, com evidências que possam ser apresentadas em caso de fiscalização.

5
Revisão periódica

O processo não é pontual — precisa de revisão anual ou sempre que houver mudanças significativas na estrutura da empresa.

Preciso contratar um psicólogo?

Não necessariamente. A lei não exige que a empresa tenha um psicólogo no quadro permanente, mas exige que o processo de identificação e avaliação dos riscos psicossociais seja conduzido por profissional habilitado.

Na prática, a forma mais eficiente e acessível para a maioria das empresas é contratar um serviço especializado que conduza todo o processo: diagnóstico, plano de ação e documentação para o PGR.

Na IN.TRA, realizamos esse processo em parceria com uma psicóloga especialista em saúde do trabalhador, oferecendo um serviço completo que deixa sua empresa protegida legalmente e, principalmente, com um ambiente de trabalho melhor.

Quais são as consequências de não se adequar?

As penalidades por descumprimento da NR-1 incluem:

⚖️ Importante: as condenações por dano existencial em casos de esgotamento profissional (burnout) têm aumentado significativamente. Um processo bem documentado é sua melhor defesa.

Sua empresa ainda não implementou a NR-1?

A IN.TRA oferece um serviço completo de implantação da NR-1 com psicóloga especialista. Diagnóstico, plano de ação e documentação para o PGR — tudo em um processo simples e eficiente.

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Por onde começar hoje?

Se você chegou até aqui e ainda não sabe por onde começar, meu conselho prático é: não espere a fiscalização bater na porta. O processo de adequação leva tempo e a proteção só existe depois de documentado.

O primeiro passo é simples: faça um diagnóstico rápido do ambiente da sua empresa. Conversar com gestores e colaboradores sobre como eles se sentem no trabalho já é um começo. O importante é que esse processo seja formalizado e conduzido por quem entende do assunto.

Se tiver dúvidas, estou disponível para uma conversa sem compromisso.

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Ingrid Souza Fundadora da IN.TRA Consultoria

Consultora de RH com mais de 8 anos de experiência em recrutamento estratégico, estruturação de cultura organizacional e implantação de processos de RH em empresas de tecnologia e startups.

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